23 novembro 2008

Dedilho-te de-va-gar...


Dedilho-te no violão, nessas notas suaves que arrepiam, pouco a pouco, os pêlos todos do meu corpo; canto-te as coisas lindas que teus olhos me dizem.
Tranco-me contigo nesta vida, nesta casa, neste quarto, nesta cama, nesta ilusão minha e prometo-te fazer amor contigo todo dia o dia inteiro. E tu nem precisas estar em mim para isso – prometo-te fazer amor com teu olhar, com teu sorriso, com teu toque.
Deito-te no meu colo, e ofereço-te meu corpo abrigo: venha e faça cama entre meus seios. Deixe que eles te dêem paz (ou a tirem de ti, vez em quando).
Entrego-me inteira a ti, e sei que jamais me quererás partida, sei que cuidarás das minhas agora feridas, depois cicatrizes.
Faço-te rimas pobres, que não sou poeta, mas encho-te de um uni-verso que nos une e nos transforma.
Encosto-me em teu peito e esqueço-me do resto do mundo, que gira devagar, devagar, de-va-gar
de
va
gar...
(até o tempo pára para ver o nosso amor acontecer).


"na minha viola agora rola um som que fala de nós dois (...)"

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