04 dezembro 2008

Menina e Menino.





Num olhar longe de impurezas, meu amores dormem, não fazem outra coisa a não ser comer e dormir, aninhados na poltrona mais quente do planeta em que vivem, vitimado por um espaço que lhe foi dado para sobreviver.

Ali sentem protegidos, mas ausentes. A ingenuidade e indiferença perante o universo real da humanidade, é uma linha invisível, que não atravessa as fronteiras mais rabiscadas dos seus pensamentos.

Para eles, a vida é tão simples como um miar, como um dormir, como um olhar pela janela das ilusões, e sem perceber o mundo real que o rodeia, ficam ali, entre a virtualidade e a incerteza do que realmente é tudo aquilo, que não entendem, mas que de alguma maneira os assusta…

E assim permanecem, em sua consciente forma natural de uma realidade que não conhecem, e que nem imaginam existir.

É essa, a forma simples e superficial de felicidade dos meu amores.
(L.D.)