31 março 2010

Saudade a gente mata, mas tem algumas que não morrem.




Não admito que se consolide a idéia de que vc é apenas uma lembrança.
Uma saudade doída.
Um retrato no móvel da sala.
Não admito q vc seja somente um exemplo de mulher, alguém q foi amada.
Muito mais do q isso. Vc é parte do q somos.
Ainda vejo os seus olhos curiosos e ávidos.
Ainda ouço a sua voz alegre e firme dando direções aos quatro cantos.
O seu choro ainda me comove.
Ainda sinto na pele o seu abraço, o seu afago.
A sua dor ainda me dói.
Os seus gritos ainda me acordam da indolência, da mesmice, do desânimo.
O seu riso ainda me contagia.
São indeléveis as suas marcas.
São mais q lembranças as suas palavras.

Márcia Dutra Carrilho

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