15 março 2010

Águas rasas não preenchem a alma.



-->
As águas do rio que banham minha alma escoaram...
A lagoa mais próxima passa pelo córrego da minha casa
E aquela cachoeira cristalina onde me banhei tantas vezes custa uma trilha, lembranças dançantes, e o medo de percorrer o caminho, tropeços na caminhada, pé machucado, cansados, sentamos á beira dum riacho. Choramos a dor, a fraqueza, desejos de desistir, por medo de não conseguir, olhos postos no horizonte, (Vou voltar...)
Será esquecido já o nosso destino ou desconhecemos a estrada? Por onde buscar você meu amor?
Confusão de sentimentos, mistura das águas sensação de abandono, de impotência, decepção, não sei mais o que quero, tento não mais mergulhar nas águas da lagoa.
Águas rasas não preenchem a alma.
O cristalino sacia, libera endorfina desperta o anseio em encontrar aquela cachoeira, onde tantas vezes mergulhei a alma e me sentia renovada, pura, leve, intensa...
Penso que as florestas que nos cercam não nos permitem perder o rastro, mesmo distante onde é preciso trilhar caminhos jamais percorridos, não existe preços e sacrifícios de dor, mas sim sempre uma maneira nova de percorrer o caminho.
Por certo não saí da estrada já é um ato de não abandonar a floresta onde habita o amor, porque é certo que muitas coisas vão encher nossos olhos e em alguns instantes até esqueceremos o que estamos buscando, o novo causa instabilidade, não consigo avistar a cachoeira, o barulho das águas, as arvores que a cerca, me perco, me deixo levar na primeira jangada.
Totalmente mesquinha, mortal, carnal, totalmente perdida!
Onde foi parar seu amor? Não sei! Amor? Qual? E a cachoeira? Ah! Perdi de vista. Acorda meu bem! A cachoeira, o barulho das águas mora no seu coração, dentro de você, mistura sangue, alma, desejo, corpo, sentidos e corações, volte a remar, persevere você jamais encontrar as águas que banharão sua alma fora de você.
Dor, desalento, lágrimas...
Amor estou regressando, estou remando para dentro de você, pra dentro de mim, pra nós...
(L.D. & P.C.)

Um comentário:

  1. Tão intenso e infinito quanto beijar e deixar-se ser beijada...

    ResponderExcluir